A Anatel divulgou em março de 2026 o resultado da Pesquisa de Satisfação e Qualidade Percebida com dados de 2025 — e, mais uma vez, o topo do ranking de banda larga fixa é de provedor regional. O recado por trás dos números vale mais que a colocação: segundo a própria agência, o que move a nota é a rede funcionar.
O que a pesquisa mostrou
- Foram 58 mil consumidores entrevistados por telefone, 19 mil deles sobre banda larga fixa.
- A internet fixa chegou a 7,51 pontos, passando a meta de 7,5 um ano antes do prazo. Quando a série começou, era o serviço com a pior nota entre todos os de telecom.
- O pódio: BrSuper (MG) em primeiro, Dtel (PE) em segundo — avaliada pela primeira vez, com cerca de 152 mil clientes —, e Unifique (SC) em terceiro, no ranking pela sétima vez seguida.
- Entre as grandes, a Vivo caiu duas posições, de 8,84 em 2024 pra 7,78 em 2025. Claro e TIM melhoraram.
Uma ressalva: a participação dos provedores de pequeno porte é opcional. Quem aparece escolheu ser avaliado — o que torna o resultado dos regionais no topo ainda mais significativo, mas não quer dizer que todo pequeno provedor estaria lá.
Por que a nota é decidida na rede
A Anatel atribuiu a melhora à qualidade da rede: menos falhas e menos necessidade de o cliente entrar em contato. E apontou relação direta entre a percepção de funcionamento e a nota de satisfação.
Isso bate com o que todo provedor sente na prática. O cliente não avalia o provedor no dia da instalação nem no dia do boleto. Avalia nos momentos em que algo dá errado:
- A queda que ele percebeu antes de você. Se o primeiro aviso de uma PON fora é a ligação do cliente, a experiência já começou ruim.
- O tempo até voltar. Um rompimento resolvido em duas horas e um em oito horas não pesam igual na memória do assinante.
- A resposta do atendimento. "Já sabemos, a equipe está a caminho, previsão de 40 minutos" é outra conversa comparada a "vou abrir um chamado".
- A degradação que não vira queda. Lentidão no horário de pico, sinal óptico no limite, Wi-Fi sofrendo — o cliente não liga pra reclamar, mas também não dá nota alta.
O que o provedor regional pode transformar em vantagem
Proximidade sempre foi trunfo do regional. Os números da Anatel sugerem que ela só vira satisfação quando vem acompanhada de operação que enxerga o problema primeiro:
- Detectar antes do cliente — ONU offline em massa, OLT sem gerência, link de transporte caído — com alarme que diz onde e quantos clientes.
- Medir o tempo até restabelecer, por região e por tipo de falha. O que não é medido não melhora.
- Avisar o atendimento automaticamente, pra que a resposta ao cliente seja informada desde a primeira ligação.
- Acompanhar degradação, não só queda: potência óptica, ocupação de PON, uso do trânsito no pico.
Ranking de satisfação muda todo ano. O que se mantém é a lógica: rede que falha menos, e que se recupera mais rápido quando falha, ganha nota. Se quiser ver como um NOC que enxerga as falhas no mapa encurta esse caminho, peça um teste ou veja como funciona.
Fonte: Teletime — Provedores regionais lideram satisfação na banda larga em 2025.