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Sinal degradado antes da reclamação: como prever queda de ONU pela potência óptica

Gráfico de linha mostrando potência óptica caindo gradualmente até cruzar um limiar crítico, com um alerta antecipado marcado antes do ponto de ruptura

Existem dois tipos de queda de ONU, e eles pedem reação completamente diferente. A primeira é abrupta: fibra rompeu, energia caiu, o sinal desaparece na hora. Não tem o que prever ali — só reagir rápido. A segunda é lenta: conector oxidando, emenda mal feita, curvatura excessiva de fibra — o sinal óptico vai piorando ao longo de dias ou semanas até cruzar o limiar crítico e a ONU cair de vez. Essa segunda categoria é, na prática, previsível. E a maioria dos ambientes de monitoramento não presta atenção nela.

O dado já existe — só não está sendo olhado como tendência

Toda OLT GPON expõe, por SNMP, a potência óptica RX/TX de cada ONU — o dado técnico já está lá, ciclo de coleta após ciclo de coleta. O que normalmente falta não é o dado, é o uso dele: a maioria dos ambientes registra o valor atual, compara contra um limiar (geralmente algo perto de -27 a -28 dBm) e alarma só quando já estourou. Isso é reagir ao sintoma final, não à tendência.

Se a mesma ONU vem perdendo 0,5 dBm por semana, de forma consistente, esse padrão é visível muito antes do limiar ser cruzado — só exige olhar a série histórica, não só o último valor.

Onde a degradação normalmente aparece

Pela experiência de campo em GPON, os motivos mais comuns de degradação gradual (diferente de queda abrupta) são:

Cada uma dessas causas tem uma assinatura ligeiramente diferente na curva de degradação — mas todas têm em comum o fato de aparecerem antes da queda total, pra quem está olhando a tendência.

O que muda na operação

Transformar "alarme de sinal baixo" em "alerta de tendência de degradação" muda o tipo de ação que o NOC toma: em vez de despachar técnico depois que o cliente já está sem serviço, dá pra agendar manutenção preventiva na janela mais conveniente, antes da queda acontecer. Do ponto de vista do cliente, a diferença é gigante — ele nunca chega a perceber que teve um problema.

Isso exige três coisas que boa parte dos ambientes de Zabbix pra GPON ainda não tem prontas: coleta histórica de potência óptica por ONU (não só o valor atual), normalização entre fabricantes (cada OLT expõe o dado com OID e escala diferente) e um jeito de olhar tendência, não só limiar. Nenhuma das três é impossível — mas exige desenho deliberado, não só ativar um template genérico.

Se sua operação de FTTH ainda descobre sinal degradado só quando o cliente já reclamou, vale entender como fechar esse ciclo — fale com a gente.

#gpon#onu#ftth#fibra-optica
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